Acordei 4,5h da manhã e liguei a TV. Assisti algumas coisas e fui pro computador trabalhar em um dos livros que estou escrevendo. Enquanto escrevia acompanhava alguns lances do treino da fórmula 1, a partir das 6,5h.
Às 7h fiz um café e entrei no Facebook para tentar falar com meu filho, que está na Rússia neste momento. Não o vi por lá.
Às 9h fui andando pra minha aula de Ingles que vai das 10h às 12h. Depois fui pro salão pintar e cortar o cabelo com minha Amada. E agora que a Santa está terminando de fazer o cabelo dela vamos voltar pra casa andando. Talvez almocemos em alguma churrascaria pelo caminho.
29/10/2011 - 14:18
Cuide bem do seu dinheiro: tem muita gente querendo ele.
Finanças pessoais e familiares é o tema desenvolvido. Vamos ver como é difícil lidar com dinheiro, mas também veremos formas para melhorar nossa relação com ele. A maioria dos tópicos estará baseada em pesquisas sérias sobre o assunto. São pesquisas nacionais e internacionais, acadêmicas ou profissionais. Boa leitura.
sábado, 29 de outubro de 2011
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Minha mãe, a Sadia e o galo morto
MINHA MÃE PARA CFO DA SADIA
É isso mesmo. Durante algum tempo eu postulei a direção financeira da Sadia para minha mãe. Estou certo de meus apelos sequer chegaram à antessala da secretária do faxineiro do quinto subsolo da empresa; mas também estou certo de que deveriam ter chegado à sala de reunião de seus controladores. Tivesse isso acontecido e o futuro da Sadia teria sido outro: ela teria sido a compradora da Perdigão ao invés de ter sido a comprada. Tenho bons argumentos para querer a Sadia viva e sei que minha mãe iria colaborar enormemente para isso.
O GALO MORTO
Era 1961. Enquanto o presidente-ator Jânio Quadros fazia suas peripécias e apostava que poderia cantar de galo nos ombros de um povo idiota que o traria de volta a Brasília, na verdade foi um galo idiota que cantou alto sob a rede de meu pai durante sua sesta. Aquele repouso após o almoço durava menos de uma hora, mas era essencial para a disposição e humor dele no restante do dia.
Acordando assustado meu pai foi tomado por uma raiva sem controle e, sem sair de sua rede, passou a mão no galo e arremessou-o contra a parede. O coitado caiu se retorcendo numa cena que me lembra a falta de ar que temos quando caímos estatelados e alguma coisa nos impede de puxar o ar em toda a plenitude de nossas forças, resultando mais num gemido forte e abafado do que em respiração. Vendo aquilo minha mãe deu o "tiro de misericórdia": apanhou o galo do chão pelos pés, pegou sua cabeça deu uma volta suave nela, colocou o polegar dessa mão na nuca do miserável e num gesto rápido e firme quebrou-lhe o pescoço. Pronto, o galo estava morto e foi servido no jantar daquele dia acompanhado do sempre delicioso molho à cabidela que minha mãe sabia fazer como ninguém. Eu tinha 4 anos.
MINHA MÃE
Àquela altura nós éramos cinco filhos e filhas: duas meninas e três meninos. Meu pai era cabo da Aeronáutica e fora destacado para cuidar do campo de pouso de Juazeiro do Norte, pois era radiotelegrafista e manuseava com maestria o aparelho transmissor e receptor do código morse, usado à época ostensivamente em comunicações militares. Meu pai trabalhava para as forças armadas e minha mãe para nós, a família. Ele trazia o dinheiro e ela administrava a escassez, e com muita competência. Tratou de criar galinhas em nosso vasto quintal, que começava na porta de casa e terminava em Ponta Seixas, o ponto mais oriental do Brasil e da América continental. Eu era criança e o mundo naquele tempo não tinha cercas, pelo menos para mim. Havia também cabras e gado em nosso terreno. Aliás, o terreno, as cabras e o gado eram da Aeronáutica. As galinhas eram de minha mãe. E ela fazia bom uso de tudo. Não nos faltava leite, manteiga, nata, queijo e nem a deliciosa galinha ao molho pardo.
Nasceram mais algumas crianças em nossa casa e de todos os treze partos de minha mãe sete filhos sobreviveram às desventuras da gravidez e ao salário de meu pai. Mas havia uma normalista no comando intelectual da família. Dona Mariza, apelido dado à Maria Luíza, minha mãe, cursara a escola normal no Liceu em Fortaleza e completara o que se chama hoje de ensino médio. O caboVieira só chegara até a segunda série do tal ensino médio, chamado ginásio naqueles dias. Fazendo uma administração financeira impecável, minha mãe deu a seus filhos a oportunidade de estudarem na melhor escola de nossa cidade. Certamente a Escola Primária Batista era o melhor ensino da região do Cariri. Era particular. Meus pais já desconfiavam da qualidade do ensino público nos anos de 1960. Era dureza. Meus amigos rapidamente iam jogar bola enquanto nós ficávamos a fazer lições de casa por mais uma ou duas horas, todos os dias.
A vida era cara, mas minha mãe sabia torná-la barata, encaixando todos os gastos nos ganhos de meu pai e ainda fazendo sobrar. E não brincava com dinheiro nem entrava em apostas. Nunca fez nada parecido com isso. Mas nunca faltaram as ofertas nas missas em que íamos nos Franciscanos, na Matriz ou na igreja de São Miguel.
E A SADIA?
Em julho de 2006 foi noticiado que a Sadia decidira comprar a Perdigão, sua principal concorrente, em um negócio que chegaria da R$ 3,7 bilhões. Foi uma oferta hostil e terminou por ser rejeitada. Nessa ocasião um executivo financeiro da Sadia, um membro de seu conselho de administração e um executivo do banco ABN Amro, que avalizaria a transação, tiveram de prestar contas ao órgão regulador dos mercados financeiros aqui no Brasil e também nos Estados Unidos. Por lá houve um acordo, e eles pagaram multas e foram punidos com suspensões no direito de participar por vários anos do mercado financeiro. Aqui no Brasil a coisa ainda está rolando, mas já houve suspensão. A acusação estava relacionada a ganhos ilegais no mercado de ações por saberem antecipadamente da decisão tomada pela Sadia de comprar a Perdigão. Como esses executivos faziam parte das equipes que arquitetavam a operação, foram acusados de comprar ações da Perdigão bem antes de o mercado saber da transação, para revendê-las com ganhos após a revelação ao público. E quando a notícia foi divulgada o preço das ações da Perdigão dispararam chegando a quase 17% num único dia, trazendo ganhos de várias centenas de milhares de dólares a esses três executivos. As investigações tentaram provar a má-fé dessas pessoas e elas terminaram por ser demitidas das empresas e punidas de outras formas.
A Perdigão reagiu e um ano depois comprou a Eleva numa transação de R$ 2 bilhões. A Eleva era a dona das marcas Avipal (uma das líderes no mercado de carne de frango) e Elegê (uma das líderes no mercado de laticínios). Essa aquisição fez a Perdigão se tornar maior que a Sadia em faturamento: R$ 8,2 bilhões contra R$ 7,9 bilhões.
A Perdigão continuou reagindo e passados mais dois anos ela comprou a própria Sadia. A operação foi chamada de fusão, em vez de aquisição. Mas a verdade é que as famílias Furlan e Fontana, antigas controladoras da Sadia perderam muito do poder que tinham, ficando o comando da Brasil Foods, a empresa resultante da fusão, sob o controle dos fundos de pensão, que já controlavam a Perdigão.
A SADIA MORREU
O fato é que a Sadia, como empresa, deixou de existir apenas três anos depois de tentar comprar a Perdigão. E morreu pelas mãos de sua intencionada vítima. Como isso pôde acontecer? A bala que matou a Sadia tem nome: derivativo cambial.
E o que é um derivativo cambial? E como minha mãe entra nessa história? É o assunto de minha próxima postagem. Acompanhe e verá que a Sadia não deu muita sorte em suas aventuras financeiras.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
"Dinheiro é pra gastar!" É? (Parte 1)
"DINHEIRO É PRA GASTAR MESMO! E PRONTO!"
Ouvi esta frase mas ela não foi dirigida a mim. Na verdade, uma moça estava com o namorado em um restaurante e eu jantava com minha esposa na mesa ao lado. Não sei se ela percebeu que a conversa entre o casal estava dominada pela emoção. Pude observar a aliança na mão direita da moça. Eram noivos e estavam discutindo questões relacionadas ao casamento. Pareceu-me que ela insistia na necessidade de economizarem para enfrentar os gastos com o casamento e com a nova fase da vida: imóvel e móveis e contas que eles mesmos deveriam arcar. Foi quando ele, quase se exaltando, retrucou às ponderações dela com essa frase do título. Talvez o chope que ele tomava já estivesse fazendo efeito.
Ele soltou a frase segurando a chave do carro quando ela disse contendo a voz: "nós não precisávamos desse carro novo, o meu dava pra gente ir se virando". Não conheci os detalhes da vida de cada um deles, nem como a história de suas vidas como casal está se desenrolando, mas me pus a pensar em como poderiam estar vivendo. Um gastador compulsivo e falastrão e uma moça comedida nas palavras, nos gestos e nos gastos. Duas pessoas, dois amantes, tão iguais e tão diferentes. Longos beijos e sorrisos largos demonstravam a paixão e a alegria de estarem juntos. Ah como eu gostaria de conversar com eles e lhes falar um pouco sobre o uso do dinheiro; e também sobre como alimentar uma paixão para que ela permaneça viva para além dos primeiros amassos em um carrinho velho e para muito mais além do noivado. E por cima de muita dificuldade e dor.
Sinto-me bem à vontade para falar dessas coisas da paixão e da dor, tanto das que senti quanto das que causei. Vivo um amor delicioso com uma mulher maravilhosa há quase 30 anos, dos quais 28 são dentro do casamento. É a mulher da foto que ilustra esta postagem. Eu estava no último semestre da faculdade em Brasília e já tinha emprego assegurado e bem remunerado no interior do Piauí. Para ela ainda faltavam três semestres. Corria o ano de 1981 e iríamos enfrentar em pouco tempo a tristeza da separação e do distanciamento. Chegou a formatura e lá fui eu para Floriano, como um nó na garganta e os bolsos cheios. Esse dinheiro me permitia retornar a Brasília todos os meses.
Num desses retornos houve uma briga besta e terminamos o namoro. Aquilo me partiu o coração e antes de voltar a Floriano conversamos e reatamos e falei que queria me casar com ela e ela aceitou na hora. Proposta aceita, fomos no dia seguinte dar entrada nos papéis sem que nossos pais de nada soubessem, afinal eles moravam a quase 2 mil quilômetro de Brasília, no interior do Ceará. Um mês depois retornei a Brasília mais uma dentre tantas outras vezes, agora com o grande motivo: casar com a mulher que mais desejei até aqueles dias e até os atuais também. Eu me sentia como se tivesse ganhado para mim a "lider de torcida" da faculdade, de tão linda e cortejada que a garota era. Tudo isso sem saber que que naquele momento em que havíamos terminado o namoro ela já estava grávida de nossa filha, a Andrea.
Chegara o dia do casamento, 3 de setembro de 1982, e estávamos radiantes de alegria. Que loucura! Só nós dois e duas madrinhas arranjadas às pressas pelo diretor da faculdade: a secretária dele e a Sara, colega de sala de minha amada. O diretor pediu permissão ao professor para que a Maria Auxiliadora pudesse sair da sala porque ela estaria indo casar. "Casar?!" Foi o grito da turma e o susto do professor. "Isso mesmo, ela tá indo casar mas já volta". E lá fomos nós ao Palácio da Justiça em Brasília.
Muitos sonhos, muitos sonhos. Mas nem imaginávamos como seria complicado administrar a nova vida de casados. Duas pessoas, dois amantes, tão iguais, tão diferentes. Sob o mesmo teto, trazendo educação e cultura totalmente distintas. Além de maneiras conflituosas de lidar com a alimentação, o dinheiro, os filhos e a fé. Uma garota linda e um rapaz que apresentava os primeiros sinais de alcoolismo estavam dividindo o mesmo teto, a mesma mesa e a mesma cama. A verdadeira guerra estava para começar; uma guerra em que a vitória de um representaria a derrota dos dois.
Os sonhos precisariam esperar. E esperaram por doze anos.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Como faço para investir? (parte 1)
UMA FONTE, VÁRIAS SAÍDAS. NENHUM INVESTIMENTO
A maioria das pessoas tem apenas uma fonte de renda: a proveniente de seu salário ou de seu empreendimento, ou da aposentadoria ou da pensão. E na maior parte das vezes o recebimento se dá em um único momento do mês. A partir do recebimento começa a maratona de pagamento de contas e de tentativas de fazer o dinheiro ser suficiente para comprar os mantimentos e pagar o transporte, além de custear algum lazer até o final do mês. Vestuário, acessórios e presentes ficam aguardando alguma sobra. Deveriam ficar, mas acontece de serem os primeiros a ter sua compra garantida. E os investimentos? Sem chance!
Para investir é preciso ir além de fazer sobrar dinheiro todo mês, o que já é de certa forma complicado e poucas pessoas conseguem com regularidade. Algumas questões precisam ser respondidas antes de fazer as aplicações das sobras de caixa mensais. Tem de saber por que se quer aplicar. O que se pretende com essa acumulação de dinheiro? Financiar viagens ou estudos, adquirir bens ou garantir a aposentadoria com maior conforto? Quais são os seus sonhos? Pense neles quando planejar seus investimentos.
É preciso também saber onde aplicar. Quais os produtos de investimentos que mais de correspondem aos motivos pelos quais está investido? Quais investimentos podem tornar seus sonhos em realidade com maior eficácia? E quais estão de acordo com suas expectativas de retorno, risco e liquidez? Acredito que muitas pessoas nem saibam o que significa essas três importantes características dos investimentos. Esse desconhecimento tem sido responsável por afastar os investidores de melhores produtos.
Finalmente, é importante saber colocar tudo isso em prática e aprender como investir. Saber escolher um banco de investimentos ou uma corretora de valores; abrir uma conta na instituição eleita; aprender a fazer os investimentos pela internet, usando o homebroker; e emitir as ordens de compra ou venda de ativos e derivativos.
Aos poucos irei fazendo postagens tratando dessas exigências feitas àqueles que pretendem ingressar no mundo dos investimentos qualificados. Com isto espero contribuir para tornar a caderneta de poupança apenas mais uma oportunidade de investimentos, e não a única. Prometo lhe trazer um apanhado geral das principais modalidades de aplicações, fazendo um comparativo de suas liquidez, risco e rentabilidade.
É isso. Por enquanto.
Aproveite bem o seu dia.
A maioria das pessoas tem apenas uma fonte de renda: a proveniente de seu salário ou de seu empreendimento, ou da aposentadoria ou da pensão. E na maior parte das vezes o recebimento se dá em um único momento do mês. A partir do recebimento começa a maratona de pagamento de contas e de tentativas de fazer o dinheiro ser suficiente para comprar os mantimentos e pagar o transporte, além de custear algum lazer até o final do mês. Vestuário, acessórios e presentes ficam aguardando alguma sobra. Deveriam ficar, mas acontece de serem os primeiros a ter sua compra garantida. E os investimentos? Sem chance!
Para investir é preciso ir além de fazer sobrar dinheiro todo mês, o que já é de certa forma complicado e poucas pessoas conseguem com regularidade. Algumas questões precisam ser respondidas antes de fazer as aplicações das sobras de caixa mensais. Tem de saber por que se quer aplicar. O que se pretende com essa acumulação de dinheiro? Financiar viagens ou estudos, adquirir bens ou garantir a aposentadoria com maior conforto? Quais são os seus sonhos? Pense neles quando planejar seus investimentos.
É preciso também saber onde aplicar. Quais os produtos de investimentos que mais de correspondem aos motivos pelos quais está investido? Quais investimentos podem tornar seus sonhos em realidade com maior eficácia? E quais estão de acordo com suas expectativas de retorno, risco e liquidez? Acredito que muitas pessoas nem saibam o que significa essas três importantes características dos investimentos. Esse desconhecimento tem sido responsável por afastar os investidores de melhores produtos.
Finalmente, é importante saber colocar tudo isso em prática e aprender como investir. Saber escolher um banco de investimentos ou uma corretora de valores; abrir uma conta na instituição eleita; aprender a fazer os investimentos pela internet, usando o homebroker; e emitir as ordens de compra ou venda de ativos e derivativos.
Aos poucos irei fazendo postagens tratando dessas exigências feitas àqueles que pretendem ingressar no mundo dos investimentos qualificados. Com isto espero contribuir para tornar a caderneta de poupança apenas mais uma oportunidade de investimentos, e não a única. Prometo lhe trazer um apanhado geral das principais modalidades de aplicações, fazendo um comparativo de suas liquidez, risco e rentabilidade.
É isso. Por enquanto.
Aproveite bem o seu dia.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
O Ciclo da Pobreza (parte 1)
O empobrecimento pode se manifestar de variadas formas, sendo a mais marcante a perda de patrimônio. Essa perda, que às vezes, ocorre de maneira até certo ponto inesperada, na maior parte das vezes há uma marcha firme, constante e consciente na direção dela. Pode-se dizer que as perdas inesperadas são originadas, em geral, de negócios mal feitos, de desemprego, doenças ou até mesmo de conjunturas que fogem ao controle das pessoas e empresas. O segundo tipo de perda é decorrente de atitudes e comportamentos já consolidados. Nesta série postagens sobre o Ciclo da Pobreza quero tratar deste segundo caso com mais atenção.
Enquanto algumas pessoas, deliberadamente "jogam dinheiro fora", outras, cheias de boas intenções voltadas para a economia de recursos, tomam decisões erradas; é a história do "barato que sai caro".Conheço pessoas que adquirem certos hábitos na intenção de economizar, mas o próprio hábito se torna uma armadilha. Aconteceu comigo: a fim de economizar a comissão da imobiliária, aluguei o apartamento diretamente com o candidato a inquilino. Além de eu não receber os aluguéis, ele ainda não pagou o condomínio. Meu prejuízo foi equivalente a quase 10% do valor do imóvel.
Aprendi uma dura lição com esse imóvel. E a partir daí tomei uma decisão: não mais investiria em imóveis para obter renda de aluguéis. Em vez disso, continuaria investindo em imóveis só que, daí por diante, meu intuito seria o de comprar ou construir para revender. Essa foi a minha decisão; mas sei de pessoas que ganham muito dinheiro com o aluguel de imóveis. Esse ganho pode vir acompanhado de severos aborrecimentos. Prefiro ficar de fora.
Essa foi uma decisão errada: evitar a imobiliária. Eu não joguei o dinheiro fora deliberadamente. A idéia era economizar. O ruim seria não ter retirado nenhuma lição desse fato. A coisa piora quando nenhuma lição é aprendida, mesmo quando se sabe que os erros estão se acumulando e de forma plenamente consciente. Esses são os casos de perdas decorrentes de maus hábitos, como o das compras compulsivas de coisas que logo se tornam esquecidas em algum canto da casa. Os exemplos são muitos: (i) cartões de crédito com parcela atrasadas; (ii) cheque especial com limite estourados; (iii) prestações e financiamentos não honrados; (iv) escolas, alugueis e condomínios atrasados; (v) planos de saúde com parcelas vencidas e não pagas; (vi) plano de previdência esquecidos ou nunca lembrados. O que dói, talvez não muito agora, mas certamente doerá profundamente no futuro, é a constatação de que a gastança continua, demonstrando nenhuma preocupação aparente com a gravidade da situação. O que fazer para vencer esse ciclo de dívidas e juros que fazem as pessoas se tornarem cada vez mais pobres? Um empobrecimento que rouba sonhos.
Como romper esse ciclo? É sobre isso que estaremos tratando aqui. Não sou psicólogo, não sei discorrer sobre razões que levam a determinados comportamentos; mas tenho conversados com especialistas no assunto, dentre eles está a minha filha, Andrea, excelente psicanalista. O que eu sei é planejar as finanças, tratar as dívidas e organizar os investimentos, além de preparar um plano para a aposentadoria. Falarei sobre isso enquanto compreendemos alguns traços comportamentais que afundam pessoas mas que também as tornam pessoas sensatas e equilibradas.
Tenho vários casos como esse em meus arquivos; mas há três deles que são imponentes: (a) o juiz casado com uma médica; (b) a Graça, funcionária pública; (c) e o jogador de futebol que brincou com o tempo e a vida. Acompanhe as postagens.
Enquanto algumas pessoas, deliberadamente "jogam dinheiro fora", outras, cheias de boas intenções voltadas para a economia de recursos, tomam decisões erradas; é a história do "barato que sai caro".Conheço pessoas que adquirem certos hábitos na intenção de economizar, mas o próprio hábito se torna uma armadilha. Aconteceu comigo: a fim de economizar a comissão da imobiliária, aluguei o apartamento diretamente com o candidato a inquilino. Além de eu não receber os aluguéis, ele ainda não pagou o condomínio. Meu prejuízo foi equivalente a quase 10% do valor do imóvel.
Aprendi uma dura lição com esse imóvel. E a partir daí tomei uma decisão: não mais investiria em imóveis para obter renda de aluguéis. Em vez disso, continuaria investindo em imóveis só que, daí por diante, meu intuito seria o de comprar ou construir para revender. Essa foi a minha decisão; mas sei de pessoas que ganham muito dinheiro com o aluguel de imóveis. Esse ganho pode vir acompanhado de severos aborrecimentos. Prefiro ficar de fora.
Essa foi uma decisão errada: evitar a imobiliária. Eu não joguei o dinheiro fora deliberadamente. A idéia era economizar. O ruim seria não ter retirado nenhuma lição desse fato. A coisa piora quando nenhuma lição é aprendida, mesmo quando se sabe que os erros estão se acumulando e de forma plenamente consciente. Esses são os casos de perdas decorrentes de maus hábitos, como o das compras compulsivas de coisas que logo se tornam esquecidas em algum canto da casa. Os exemplos são muitos: (i) cartões de crédito com parcela atrasadas; (ii) cheque especial com limite estourados; (iii) prestações e financiamentos não honrados; (iv) escolas, alugueis e condomínios atrasados; (v) planos de saúde com parcelas vencidas e não pagas; (vi) plano de previdência esquecidos ou nunca lembrados. O que dói, talvez não muito agora, mas certamente doerá profundamente no futuro, é a constatação de que a gastança continua, demonstrando nenhuma preocupação aparente com a gravidade da situação. O que fazer para vencer esse ciclo de dívidas e juros que fazem as pessoas se tornarem cada vez mais pobres? Um empobrecimento que rouba sonhos.
Como romper esse ciclo? É sobre isso que estaremos tratando aqui. Não sou psicólogo, não sei discorrer sobre razões que levam a determinados comportamentos; mas tenho conversados com especialistas no assunto, dentre eles está a minha filha, Andrea, excelente psicanalista. O que eu sei é planejar as finanças, tratar as dívidas e organizar os investimentos, além de preparar um plano para a aposentadoria. Falarei sobre isso enquanto compreendemos alguns traços comportamentais que afundam pessoas mas que também as tornam pessoas sensatas e equilibradas.
Tenho vários casos como esse em meus arquivos; mas há três deles que são imponentes: (a) o juiz casado com uma médica; (b) a Graça, funcionária pública; (c) e o jogador de futebol que brincou com o tempo e a vida. Acompanhe as postagens.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Depois do Mestrado...
Voltei....
Em 16 de abril deste ano defendi minha dissertação de mestrado em Administração. Tudo correu bem. Cheguei cedo à Praia de Botafogo no Rio de Janeiro, onde fica a Fundação Getúlio Vargas (FGV/Rio). Fizeram parte da banca examinadora o meu orientador, Professor Antonio Freitas, sua colega de FGV Professora Débora Zouain e o Professor Roberto Moreno, da PUC/Rio.
Meu tema foi o Mercado de Capitais e defendi a hipótese de que as ações de menor relação Preço/Lucro apresentam retornos maiores do que as ações em que esta relação é maior. Minha hipótese foi confirmada, valendo para o período de 2004 a 2008. E acredito que continue sendo verdadeira para 2009 e agora para 2010.
Nestas minha próximas postagens quero trazer à baila o livro que estou escrevendo. Acredito já ter passado do primeiro terço da jornada de levar minha experiência com finanças às pessoas que vivem sufocadas por dívidas e consumismo irrefreável. Trago no livro a idéia da TRAVA de 1%, já comentada em postagem anterior e que promete aos que não conseguem desenvolver um plano de investimentos, recuperar o tempo perdido e criar segurança financeira.
Esse assunto também será abordado em minhas próximas postagens. Esse e muitos outros.
É isso! Um abraço e uma boa vida.
Em 16 de abril deste ano defendi minha dissertação de mestrado em Administração. Tudo correu bem. Cheguei cedo à Praia de Botafogo no Rio de Janeiro, onde fica a Fundação Getúlio Vargas (FGV/Rio). Fizeram parte da banca examinadora o meu orientador, Professor Antonio Freitas, sua colega de FGV Professora Débora Zouain e o Professor Roberto Moreno, da PUC/Rio.
Meu tema foi o Mercado de Capitais e defendi a hipótese de que as ações de menor relação Preço/Lucro apresentam retornos maiores do que as ações em que esta relação é maior. Minha hipótese foi confirmada, valendo para o período de 2004 a 2008. E acredito que continue sendo verdadeira para 2009 e agora para 2010.
Nestas minha próximas postagens quero trazer à baila o livro que estou escrevendo. Acredito já ter passado do primeiro terço da jornada de levar minha experiência com finanças às pessoas que vivem sufocadas por dívidas e consumismo irrefreável. Trago no livro a idéia da TRAVA de 1%, já comentada em postagem anterior e que promete aos que não conseguem desenvolver um plano de investimentos, recuperar o tempo perdido e criar segurança financeira.
Esse assunto também será abordado em minhas próximas postagens. Esse e muitos outros.
É isso! Um abraço e uma boa vida.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Ricos fazem orçamento?

Objetivamente a resposta é 'sim'. Entretanto, pesquisas indicam que para cada 12 ricos que fazem orçamentos para controlar os gastos de suas famílias, outros 10 ricos não o fazem. E por que uma parcela tão grande dos ricos continua rica mesmo sem fazer orçamento? Isso não contraria o argumento dos especialistas de que o controle de gastos está na base de uma vida financeira vigorosa? É disso que estaremos tratando a seguir.
PAGANDO PRIMEIRO A SI PRÓPRIO
Os ricos que não fazem orçamento adotam uma estratégia diferente daqueles que o fazem. Eles "se pagam antes de pagarem a quem quer que seja". Isto significa que eles guardam um determinado percentual de suas rendas antes de começarem a pagar seus credores. Esse percentual varia de 10% a 30%, sendo a faixa que vai de 15% a 20% a mais comum.
Desta forma, um rico que ganha $ 20.000 por mês, poderia aplicar de $ 3 mil a $ 4 mil antes de realizar seus gastos. Em resumo, ele vive com algo em torno de 80% de sua renda. E aí fazem o que bem entendem, pois já reservaram a poupança prevista.
E OS POBRES FAZEM ORÇAMENTO?
Para mim é difícil responder a esta questão, pois não conheço pesquisas a este respeito. Primeiramente seria necessário responder à seguinte questão: quando alguém pode ser classificado como pobre? Pela classificação do IBGE seriam as classes D e E. Mas prefiro utilizar a classificação "idade-renda": quem tem um patrimônio líquido inferior à metade do produto de 10% da renda anual pela idade, seria pobre.
Assim, se vc tem uma renda anual de $80 mil e está com 40 anos, você será pobre se tiver um patrmônio líquido inferior a $160 mil, ou seja, (10% x $80 mil x 40)/2. Neste caso você pode ser classificado como um sub-acumulador de riqueza, ou um SAR. Causa surpresa este raciocínio, não? Como pode alguém ganhar $ 80 mil por ano e ainda assim será tido como pobre? É que o segredo não está em quanto se ganha, e sim em quanto se gasta. Alguém já disse que rico não é quem tem muito, mas que precisa de pouco; ou seja, precisa de menos do que ganha: vive bem com 80% de sua renda e busca aplicações geradoras de valor para os 20% restantes.
Portanto, um passo firme para a destruição da renda é não ter um orçamento ou não se pagar primeiro. Eu sugiro que tente fazer um orçamento junto com seu cônjuge se este for seu caso.
A TRAVA DE 1%
PAGANDO PRIMEIRO A SI PRÓPRIO
Os ricos que não fazem orçamento adotam uma estratégia diferente daqueles que o fazem. Eles "se pagam antes de pagarem a quem quer que seja". Isto significa que eles guardam um determinado percentual de suas rendas antes de começarem a pagar seus credores. Esse percentual varia de 10% a 30%, sendo a faixa que vai de 15% a 20% a mais comum.
Desta forma, um rico que ganha $ 20.000 por mês, poderia aplicar de $ 3 mil a $ 4 mil antes de realizar seus gastos. Em resumo, ele vive com algo em torno de 80% de sua renda. E aí fazem o que bem entendem, pois já reservaram a poupança prevista.
E OS POBRES FAZEM ORÇAMENTO?
Para mim é difícil responder a esta questão, pois não conheço pesquisas a este respeito. Primeiramente seria necessário responder à seguinte questão: quando alguém pode ser classificado como pobre? Pela classificação do IBGE seriam as classes D e E. Mas prefiro utilizar a classificação "idade-renda": quem tem um patrimônio líquido inferior à metade do produto de 10% da renda anual pela idade, seria pobre.
Assim, se vc tem uma renda anual de $80 mil e está com 40 anos, você será pobre se tiver um patrmônio líquido inferior a $160 mil, ou seja, (10% x $80 mil x 40)/2. Neste caso você pode ser classificado como um sub-acumulador de riqueza, ou um SAR. Causa surpresa este raciocínio, não? Como pode alguém ganhar $ 80 mil por ano e ainda assim será tido como pobre? É que o segredo não está em quanto se ganha, e sim em quanto se gasta. Alguém já disse que rico não é quem tem muito, mas que precisa de pouco; ou seja, precisa de menos do que ganha: vive bem com 80% de sua renda e busca aplicações geradoras de valor para os 20% restantes.
Portanto, um passo firme para a destruição da renda é não ter um orçamento ou não se pagar primeiro. Eu sugiro que tente fazer um orçamento junto com seu cônjuge se este for seu caso.
A TRAVA DE 1%
Vejo uma a crueldade contida na afirmação de que é preciso reservar 20% ou 30% da renda mensal para aplicações em poupança ou outros investimentos. O lado cruel está em querer aplicar esta idéia a pessoas que nunca tiveram o hábito de guardar parte de sua renda. Como alguém que ganha $ 3 mil por mês vai poupar $ 600 ou $ 900 a partir do recebimento do próximo salário ou pró-labrore, se nunca guardou nem 5%? Quem toma contato com essas idéias é estimulado a desistir tendo em vista a dificuldade de implementação da proposta. Compreensível essa atitude. Entretanto sugiro que se faça como no ditado chinês quando afirma que uma "longa caminhada começa com um primeiro passo".
Isso mesmo: dê o primeiro passo na direção de sua independência financeira adotanto o que eu chamo de estratégia do 1%. Ela é útil para pessoas que nunca tiveram o hábito de poupar. Pessoas endividadas podem adotá-la para começar a gerar riqueza. Essa estratégia pode levar à construção da liberdade financeira, mas exige uma boa dose de disciplina, aquilo que muita gente chama de "ter opinião". Você diz que vai fazer e pronto, faz!
A ESTRATÉGIA E AS DÍVIDAS
Mas como seguir essa estratégia se as dívidas ainda não foram resolvidas? Então é preciso primeiro enfrentar as dívidas e estancar a sangria. Uma boa idéia é fazer o que sugiro a seguir. (1) Para enfrentar as dívidas descubra formas de trocar dívidas caras por dívidas mais baratas. Por exemplo, se você está devendo no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito (os dois grandes vilões do endividamento), procure empréstimos com taxas mais baratas para quitá-los (CDC ou empréstimo bancário para pessoa física). Você não tem tempo pra isso? Então pague alguém para fazer isto pra você e remunere-a de acordo com a redução que ela conseguir. Ou pague o preço de não fazer nada. Procure também ajuda para cumprir esta etapa: converse com pessoas que já passaram pelo problema, fale com um consultor financeiro, leia livros sobre educação em finanças e sobre orçamentos pessoais e familiares. (2) Para estancar a sangria, evite as compras por impulso (como é difícil evitá-las, né?). Essa é a grande causadora dos déficits pessoais. Faça como os alcoólatras em recuperação: evite entrar nos "botecos", ou seja, nos shoppings; vá a parques, fique em casa. Não deixe que seus olhos embriaguem você. Há outros truques: não ir ao supermercado com fome nem com crianças, e levando sempre uma lista do que precisa. Às vezes eu prefiro comprar nos minimercados de bairros do que enfrentar a grande variedade de produtos dos hipermercados, bem como suas grandes filas. Evite fazer compras em época de pagamento de salários. Há pesquisas que indicam um razoável aumento de preços nesse período que vai do dia 25 de um mês ao dia 10 do mês seguinte. Nesse intervalo muitos supermercados testam estratégias de preço-alvo para determinados produtos. Em uma postagem futura tratarei dessa estratégia, mas posso adiantar que os supermercados vão elevando os preços de alguns itens para ver até que ponto a demanda mantém a margem de lucro deles.
SE VOCÊ NÃO CUIDAR, NINGUÉM DÁ A MÍNIMA
Cuide bem do seu dinheiro. Ninguém fará isto melhor do que você. Mas a fila é enorme de pessoas querendo tomá-lo de você. E essa fila entra na sua casa pelo telefone e pelo correio. Pelo telefone entram os serviços de telemensagens, oferecendo as mais variadas "promoções", créditos pré-aprovados, serviços de internet, TV a cabo e muitos outros que você ou já tem ou pode dispensar. Pelo correio entram os cartões de crédito que você não pediu e outras promoções também dispensáveis.
SE VOCÊ NÃO É RICO FAÇA SEU ORÇAMENTO
Você deveria fazer um orçamento e se comprometer a cumpri-lo com determinação. Não vai ser fácil no início, como em quase tudo que é novo. Educação financeira é algo que faz falta aos adultos exatamente porque não a tiveram na adolescência. Então, iniciar o processo de independência financeira através do dogma orçamentário pode ser complicado, mas traz recompensas. Se você não sabe fazer orçamento, acompanhe minhas postagens e vou lhe trazer informações valiosas para colaborar neste processo.
Uma informação muito importante para o a evolução no aprendizado dos orçamento é alocar seus ganhos em aplicações geradoras de riqueza, como ações e imóveis. Se ainda é cedo para você pensar nisso, implemente a estratégia do 1% e logo você chegará a este patamar. Mas seu o seu caso é o quem já está buscando oportunidades nestas áreas, sugiro que procure fazer cursos e ler publicações correlatas, e ir lendo minhas postagens.
Sugiro firmemente que você estude o mercado acionário e aprenda a investir em ações. Comece pelos fundos de ações ou por um clube de investimentos. O aprendizado adquirido nestas duas experiências irá lhe dar segurança para investir em ações escolhidas por você mesmo, montando uma carteira que lhe traga retornos mais que compensadores. Os ganhos poderão alavancar sua caminhada rumo à independência financeira. Também estarei tratando disto em minhas postagens.
Se você quiser uma palestra sobre orçamento familiar ou mercado acionário para você e seu grupo de amigos e amigas, entre em contato comigo pelo meu email e poderemos combinar. Não importa o lugar do Brasil onde você more. Meu email é nobresilva@hotmail.com ou nobresilva@gmail.com. E meu site é www.primusct.com.br.
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